segunda-feira, 5 de abril de 2010


Caos
O caos instala-se, quando sentimos que tudo acaba, e temos uma enorme sensação de vazio, e de perda completa de esperança. Muitos vezes sentimos o vazio apenas porque um telemóvel não toca, ou porque uma certeza que tínhamos anteriormente deixou de o ser.

Li este pedacinho no Se eu blogo logo existo.. e tive de guardá-lo aqui, no meu cantinho, em rascunho. Não porque pensasse utilizá-lo, apenas porque me fazem sentido. E agora reli-as e continuam a fazer-me sentido. Vivi esse caos demasiadas vezes, demasiadas mágoas, demasiadas lágrimas, um vazio enorme cheio de tudo, cheio de mãos cheias de recordações e momentos e sensações e sentimentos, um saber-me só, um não sentir-me nada, não me sentir, ser invisível. E sentir-me assim apenas porque um telemóvel não toca (tão violenta esta imagem).
[E quando estivemos agora sem nos falarmos, quando agora estive sem ti, sem nós, doía-me a tua ausência, doía-me a tua presença em tanto de mim, ainda. E senti o vazio do telemóvel não tocar. Mas senti ainda mais quando tocou. Quando li o teu nome. Quando li as tuas palavras. E não saber interpretá-las. E não querer interpretá-las. Com medo. Que fosse bom. Que fosse mau.]

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