
Eu caminhava sozinha pelos corredores, eu vagava meio que sem rumo, mesmo assim encontrei portas abertas e por ser uma menina muito curiosa acabei bisbilhotando um pouco, percebi que o bons benefícios que ali tinha seria temporários. Nada que ali estava iria me satisfazer, mesmo assim por gula ou até mesmo por ganância resolvi provar de tudo que estava ali. Porém entre todas essas portas que passei havia uma a qual eu passei por diversas vezes e não tinha percebido q ela estava ali, eu estava sempre passando bem na frente dela, mais que por algum motivo eu evitava entra nela. Até que então me aproximei e mesmo com medo do que eu pudesse encontrar lá eu abri... Encontrei uma caixinha corri pra abri-la, nela tinha um bilhete dizendo assim “ Você teve que abrir todas essas portas e provar de tudo do que tinha por trás delas, pra depois você perceber que eu estava aqui. Esperei muito por isso, esperei tanto que acabei desistindo”. Nisso acabei sentindo uma coisa estranha, um cheiro que jamais havia sentido, um sentimento o qual nunca senti antes. Não Sabia o que fazer, sentei fiquei perdida e acabei pegando no sono, e quando eu menos esperava veio um perfume forte, marcante , um perfume natural, abri os olhos me deparei com ela no cantinho do quarto me olhando, levantei mais não conseguia tirar meu olhos dela, estava literalmente hipnotizada. Passamos um tempo nos olhando, ai percebi que eu que tinha tomar uma atitude, era uma questão de consciência, me aproximei e tomei um susto pois quanto mais eu me aproximava mais eu sentia ela distante, ela chorava, me olhava com um olhar de quem estava desapontada, senti vergonha, vergonha das minhas atitudes, dos meus erros. Toquei em sua mão, que por sinal estava muito gelada, e em silêncio mutuo ficamos ali por muito tempo. Até que a chamei para sair dali ir para um outro lugar mais confortável, foi quando ela me surpreendeu dizendo “ Foi aqui que fiquei esse tempo todo, esperando por uma atitude sua, uma palavra, um abraço e até mesmo um beijo”. Então tentei beijá-la, e ela recusou, mais de certa forma já esperava, sabia que não ia ser tão fácil assim. Fui paciente, passei dias ali com ela conhecendo aquela que até então nem sabia seu nome, fui passando confiança para que ela soubesse que não ia mais fugir, que aquilo tudo estava me fazendo bem, que ela tinha despertado em mim aquilo que nem eu sabia mais o qual era o significado.
Contei para ela todas as minhas experiências, contei cada detalhe sem medo, me senti à-vontade. Depois disso me senti melhor, e eu que pensava que depois disso ela ficaria surpresa, mais quem me surpreendeu foi ela, com um sorriso essa foi a primeira vez em que a via sorrindo. Depois nessa nossa tarde, pra falar a verdade nem sei se era mesmo tarde, já havia perdido a noção do tempo. Resolvemos sair dali, estava ansiosa para levá-la em algum lugar bonito, mais não sabia onde. Então ela me tomou a mão e me levou para uma via uma rua qualquer , fiquei meio sem entender, mais ainda sim segura. Aí foi quando ela disse que não importava o lugar, se era bonito ou não, se tinha barulho, ou se até mesmo turbulento, pra ela só existia nós duas. Isso me roubou qualquer palavra, que passava em minha cabeça.
...Silêncio eu preciso de mais um tempo com ela.




























