segunda-feira, 18 de março de 2013

Um novo dia

O sol pode nascer todos os dias, mais isso não significa que todos os dias ele vai estar com o mesmo brilho.

segunda-feira, 7 de janeiro de 2013

Ando em crise, numa boa, nada de grave. Mas, ando em crise com o tempo. Que estranho "presente" é este que vivemos hoje, correndo sempre por nada, como se o tempo tivesse ficado mais rápido do que a vida, como se nossos músculos, ossos e sangue estivessem correndo atrás de um tempo mais rápido. Temos de funcionar, não de viver. Por que tudo tão rápido? Para chegar aonde? A este mundo ridículo que nos oferecem, para morrermos na busca da ilusão narcisista de que vivemos para gozar sem parar? Mas gozar como? Nossa vida é uma ejaculação precoce. Estamos todos gozando sem fruição, um gozo sem prazer, quantitativo. Antes, tínhamos passado e futuro; agora, tudo é um "enorme presente", na expressão de Norman Mailer. E este "enorme presente" é reproduzido com perfeição técnica cada vez maior, nos fazendo boiar num tempo parado, mas incessante, num futuro que "não pára de não chegar". Antes, tínhamos os velhos filmes em preto-e-branco, fora de foco, as fotos amareladas, que nos davam a sensação de que o passado era precário e o futuro seria luminoso. Nada. Nunca estaremos no futuro. E, sem o sentido da passagem dos dias, da sucessibilidade de momentos, de começo e fim, ficamos também sem presente, vamos perdendo a noção de nosso desejo, que fica sem sossego, sem noite e sem dia. Estamos cada vez mais em trânsito, como carros, somos celulares, somos circuitos sem pausa, e cada vez mais nossa identidade vai sendo programada. O tempo é uma invenção da produção. Não há tempo para os bichos. Se quisermos manhã, dia e noite, temos de ir morar no mato.Nosso atraso cria a utopia de que, um dia, chegaremos a algo definitivo. Mas, ser subdesenvolvido não é "não ter futuro"; é nunca estar no presente.

quinta-feira, 27 de dezembro de 2012

Eu iria para longe, mas não para ficar longe de você, iria até marte te traria um diamante, lapidado por mim. Pediria tua mão em casamento, em um dia de festa, só para não te deixar com a escolha de dizer “NÃO’’. Mas se nada disso funcionar, eu te juro meu bem, eu te dou um minuto para pensar, daí você me diz se tua vida não é melhor comigo.

domingo, 21 de outubro de 2012

Minhas pequenas dores

Eu pequenininha, grão... Dia desses fui carregada por um vento forte e caí num buraco qualquer. Quando achei que não poderia piorar, alguém passou correndo e deixou cair uma porção de terra sobre mim. Enterrada... Sofri, chorei, tomei sol e chuva, tive medo da escuridão. Os dias foram passando e assustada fui crescendo, modificando, logo me vi planta, pequeno broto e desabrochei em bela flor. P.S. Se todos entendêssemos que na vida as dificuldades são apenas etapas para o que se sonha ser, seria menos doloroso o caminho que percorremos desde semente até flor. Autor desconhecido.

quarta-feira, 17 de outubro de 2012

Que a força do medo que tenho Não me impeça de ver o que anseio Que a morte de tudo em que acredito Não me tape os ouvidos e a boca Porque metade de mim é o que eu grito Mas a outra metade é silêncio. Que a música que ouço ao longe Seja linda ainda que tristeza Que a mulher que eu amo seja pra sempre amada Mesmo que distante Porque metade de mim é partida Mas a outra metade é saudade. Que as palavras que eu falo Não sejam ouvidas como prece e nem repetidas com fervor Apenas respeitadas Como a única coisa que resta a um homem inundado de sentimentos Porque metade de mim é o que ouço Mas a outra metade é o que calo. Que essa minha vontade de ir embora Se transforme na calma e na paz que eu mereço Que essa tensão que me corrói por dentro Seja um dia recompensada Porque metade de mim é o que eu penso mas a outra metade é um vulcão. Que o medo da solidão se afaste, e que o convívio comigo mesmo se torne ao menos suportável. Que o espelho reflita em meu rosto um doce sorriso Que eu me lembro ter dado na infância Por que metade de mim é a lembrança do que fui A outra metade eu não sei. Que não seja preciso mais do que uma simples alegria Pra me fazer aquietar o espírito E que o teu silêncio me fale cada vez mais Porque metade de mim é abrigo Mas a outra metade é cansaço. Que a arte nos aponte uma resposta Mesmo que ela não saiba E que ninguém a tente complicar Porque é preciso simplicidade pra fazê-la florescer Porque metade de mim é platéia E a outra metade é canção. E que a minha loucura seja perdoada Porque metade de mim é amor E a outra metade também. Montenegro Oswaldo - Metade

quarta-feira, 23 de maio de 2012

De longe Andei por lugares estranhos, um tanto divertidos. Estive com meu amor esses dias, esqueci de tudo, até mesmo desse mundo. Vivendo um dos muitos sonhos que temos. E longe eu fui, sem pestanejar, sem mesmo um lugar determinado, sem muitos planos, pois é assim que a felicidade vem. O meu amor sai de trem por aí e vai vagando degavar para ver quem chegou O meu amor corre devagar, anda no seu tempo que passa de vez em vento Como uma história que inventa o seu fim quero inventar um você para mim Vai ser melhor quando te conhecer Olho no olho e flor no jardim Flor, amor Vento devagar vem, vai, vem mais Sonhando- Céu

quarta-feira, 14 de março de 2012

De tudo, ao meu amor serei atento
Antes, e com tal zelo, e sempre, e tanto
Que mesmo em face do maior encanto
Dele se encante mais meu pensamento.

Quero vivê-lo em cada vão momento
E em seu louvor hei de espalhar meu canto
E rir meu riso e derramar meu pranto
Ao seu pesar ou seu contentamento.

E assim, quando mais tarde me procure
Quem sabe a morte, angústia de quem vive
Quem sabe a solidão, fim de quem ama

Eu possa me dizer do amor (que tive):
Que não seja imortal, posto que é chama
Mas que seja infinito enquanto dure.

V.M