domingo, 21 de outubro de 2012

Minhas pequenas dores

Eu pequenininha, grão... Dia desses fui carregada por um vento forte e caí num buraco qualquer. Quando achei que não poderia piorar, alguém passou correndo e deixou cair uma porção de terra sobre mim. Enterrada... Sofri, chorei, tomei sol e chuva, tive medo da escuridão. Os dias foram passando e assustada fui crescendo, modificando, logo me vi planta, pequeno broto e desabrochei em bela flor. P.S. Se todos entendêssemos que na vida as dificuldades são apenas etapas para o que se sonha ser, seria menos doloroso o caminho que percorremos desde semente até flor. Autor desconhecido.

quarta-feira, 17 de outubro de 2012

Que a força do medo que tenho Não me impeça de ver o que anseio Que a morte de tudo em que acredito Não me tape os ouvidos e a boca Porque metade de mim é o que eu grito Mas a outra metade é silêncio. Que a música que ouço ao longe Seja linda ainda que tristeza Que a mulher que eu amo seja pra sempre amada Mesmo que distante Porque metade de mim é partida Mas a outra metade é saudade. Que as palavras que eu falo Não sejam ouvidas como prece e nem repetidas com fervor Apenas respeitadas Como a única coisa que resta a um homem inundado de sentimentos Porque metade de mim é o que ouço Mas a outra metade é o que calo. Que essa minha vontade de ir embora Se transforme na calma e na paz que eu mereço Que essa tensão que me corrói por dentro Seja um dia recompensada Porque metade de mim é o que eu penso mas a outra metade é um vulcão. Que o medo da solidão se afaste, e que o convívio comigo mesmo se torne ao menos suportável. Que o espelho reflita em meu rosto um doce sorriso Que eu me lembro ter dado na infância Por que metade de mim é a lembrança do que fui A outra metade eu não sei. Que não seja preciso mais do que uma simples alegria Pra me fazer aquietar o espírito E que o teu silêncio me fale cada vez mais Porque metade de mim é abrigo Mas a outra metade é cansaço. Que a arte nos aponte uma resposta Mesmo que ela não saiba E que ninguém a tente complicar Porque é preciso simplicidade pra fazê-la florescer Porque metade de mim é platéia E a outra metade é canção. E que a minha loucura seja perdoada Porque metade de mim é amor E a outra metade também. Montenegro Oswaldo - Metade

quarta-feira, 23 de maio de 2012

De longe Andei por lugares estranhos, um tanto divertidos. Estive com meu amor esses dias, esqueci de tudo, até mesmo desse mundo. Vivendo um dos muitos sonhos que temos. E longe eu fui, sem pestanejar, sem mesmo um lugar determinado, sem muitos planos, pois é assim que a felicidade vem. O meu amor sai de trem por aí e vai vagando degavar para ver quem chegou O meu amor corre devagar, anda no seu tempo que passa de vez em vento Como uma história que inventa o seu fim quero inventar um você para mim Vai ser melhor quando te conhecer Olho no olho e flor no jardim Flor, amor Vento devagar vem, vai, vem mais Sonhando- Céu

quarta-feira, 14 de março de 2012

De tudo, ao meu amor serei atento
Antes, e com tal zelo, e sempre, e tanto
Que mesmo em face do maior encanto
Dele se encante mais meu pensamento.

Quero vivê-lo em cada vão momento
E em seu louvor hei de espalhar meu canto
E rir meu riso e derramar meu pranto
Ao seu pesar ou seu contentamento.

E assim, quando mais tarde me procure
Quem sabe a morte, angústia de quem vive
Quem sabe a solidão, fim de quem ama

Eu possa me dizer do amor (que tive):
Que não seja imortal, posto que é chama
Mas que seja infinito enquanto dure.

V.M

sábado, 4 de fevereiro de 2012




O vento não me trouxe para longe de ti, e sim o destino fez com que a única coisa que nos restasse fosse a distancia.
Distante ao mesmo tempo tão perto. Uma eternidade de beijos e promessas, coisas só nossas, onde elas foram parar? Em um baú qualquer, junto com as lembranças ruins?
Talvez um pedaço disso ainda seja guardado.
Deixe que os bons ventos entre, deixe que algo de bom entre em você, sinta o meu amor e guarde-o como um único pedaço.
Tenha algo para chamar de seu.

ps:t.a

terça-feira, 10 de janeiro de 2012




Sou uma menina em um tempo qualquer, com um cigarro em uma mão e em outra uma folha em branco, nessa folha quero escrever coisas boas, sonhos, talvez até alguns desenhos, e guardá-la, para que um dia quando eu voltar a mim, eu olhar para ela e ver que ainda tenho objetivos, e que devo lutar por eles.
Talvez eu demore um pouco, preciso fazer uma longa viajem, levo pouca bagagem apenas o necessário, não preciso de muito, pois para onde eu vou não cabe muito, na verdade mal me cabe... Estou indo em busca de algo que não encontro aqui, não mais.
Fiquei sabendo desse lugar em ultima instancia, quando já não me sentia com os pés no chão, quando até mesmo já não tinha mais sanidade em mim, mal sabia distinguir a dor de um sentimento frio.
Onde estou agora? Em um lugar onde tem muito espaço, espaço esse que não preciso, o que quero mesmo é um lugar apertadinho, para me livrar dessa solidão. Embora a casa esteja cheia, eu posso ouvir o vento batendo as portas, as janelas fechadas, parece mais um casarão abandonado. As vezes até acho que posso está morando com fantasmas, vejo-os transparentes, sem vidas, sem um sorriso no rosto, sem motivações e até mesmo sem me motivar a nada.
Alguns deles chegam a me dizer que se eu estiver triste, não se preocupará em me deixar assim, pois o que há de errando em tentar motivar-me a felicidade? Cheguei a uma conclusão “ Se eles não podem me fazer feliz, é porque na verdade não são felizes comigo”.
Não posso exigir muito, apenas peço que me deixem ir, e não se preocupem que o tempo irá se encarregar de consertar os erros que eu causei, o tempo vai apagar tudo que aconteceu, e até mesmo quando as lembranças persistirem em vir, irá lembra de minha partida e assim esquecendo pouco a pouco nossos momentos bons.
Sei que a tua ausência ira me causar algo, só não sei te dizer se vai ser maior que está dor .
Eu ainda não parti, mais você sim. Minha cama está vaga assim como todo o resto da casa, foi tu que me deixas-te primeiro, apenas estou seguindo teus passos, com uma diferença “ Estou seguindo um caminho diferente do teu”.
Um dia quando eu sentir que isso tudo passou, eu voltarei, talvez para te procurar por saudades, ou até mesmo para voltar ao meu casarão com meus fantasmas. Peço que não me espere ai, voe, experimente voar, corra , lute pelos seus ideais, e por fim viva tudo aquilo que não viveu comigo, e se ainda sim ainda lembrar de mim, em outra vida estarei esperando por ti.
O meu desejo? Algum dia voar ao teu lado, pousar sobre um penhasco olhar para ele e por fim pular, para te mostra que não precisa ter medo de nada, eu te ensinei a voar!

sexta-feira, 9 de dezembro de 2011

Se minhas lembranças fossem reais, eu poderia até me sentir melhor. Triste é saber que elas não passam de lembranças distantes de ser algo promissor.