sábado, 15 de maio de 2010


O tempo está passando, ouço ruídos em minha mente. Não sei se a vida está demais ou de menos para mim. Falta-me significado. Meus momentos têm sido iguais em todas as horas. O relógio marca a mesma hora de ontem. Vago pela sala de madrugada, tentando esquecer as minhas ausências. Cruzo os braços sobre a mesa, pouso a cabeça sobre os braços...Preciso buscar lágrimas para chorar... Preciso erguer os olhos e olhar para a frente, como se fosse o primeiro de muitos dias felizes, ou quem sabe o primeiro da minha absolvição. Mas o meu corpo está decadente; a minha mente está a envelhecer, e as mágoas que se fizeram com o tempo, estão entranhadas em minhas veias. Tão decadente como essa música que vaga e fere os meus ouvidos como um grito de dor.
O tempo nas horas, cada hora no tempo, e as lágrimas não chegam para aliviar ou embalsamar a minha tristeza. A tarde de hoje foi de tristeza. Sacudi meu corpo para sair da monotonia. Andei apressada pela rua, distante, longe em pensamento, como se não fizesse parte deste plano. As luzes se acenderam, e eu nem dei por mim: que estava na rua, que a noite caíra, que o vento entoava uma canção entre as árvores da praça. E eu estava viva. Todos esbarravam em mim, e eu esbarrava nos vultos que se aproximavam do meu caminho. Eu sempre faço isso! Eu sempre esbarro em mim mesma. Quero partir para longe, quem sabe para muito longe, não voltar, partir para sempre. Morrer é a palavra! A morte é tão bela quanto a vida. Eu aprecio a morte - ver-me de frente com os últimos minutos de vida. Envolver-me nos últimos suspiros, rápidos, dilacerantes... E tudo estará findado. Os minutos continuarão sendo os mesmos. Apenas com a diferença que, nesse momento, serão sublimes. Serão só meus!
Somando todas as horas de alegria que tive, não daria um terço se comparadas às horas de tédio. Vivi todas as emoções, todos os pensamentos, todas as inquietações, mas não tive tempo de sorrir para cada momento que vivenciei. Amei e odiei muitas pessoas. Meus instintos são fortes e, muitas vezes, falam por mim. A noite avança e me afoga em silêncio; eu me afogo na noite, em tempestade mental. - Apaga-me noite, deixe o tempo esvair poeticamente entre meus dedos! Esperei tanto por esta hora, abandonei a direção do meu destino, e as incertezas vãs que tem me corroído a alma. Minhas fraquezas se apresentam a cada minuto, inertes, serenas, sem cor. Minha inutilidade para a vida é gritante. Tenho razões para descansar nesta noite tranqüila. O amanhã está desfeito e não virá, por certo. E no vento que me chama para a janela e me mostra o bafejo da lua, sinto o aroma da morte, como flores que exalam do meu jardim florido.
Penso, sobejo, sinto meu passado de todas as maneiras, o que vivi de todos os lados, meus sentimentos de todos os modos possíveis ao mesmo tempo. O meu momento é difuso, profuso, completo, longínquo. Eu torno-me sempre, mais tarde em mais cedo, sou uma pedra ou uma lâmina, uma flor ou uma idéia abstrata, sou multidão, sou humana, profana, inferior e superior. Esses momentos presentes são absolutamente orgânicos. Talvez eu precisasse agora de um abraço comovido para sentir que estou viva, talvez um beijo amigo ou um sorriso franco a me dizer em imagens que não cometi nenhum crime, que o meu vício pela vida é importante.
Porém, despeço-me, entrego-me, transbordo em emoção. Aceno agora com o lenço de todas as despedidas, sejam de paz, de revolta, de alegria ou de dor. Bato de frente contra o meu corpo pelo vermelho e o negro que transformei em rubro, pelas loucuras que me permiti no cair da tarde, pela minha consciência incerta, minha vida pacata neste subjetivo universo. Passa tudo agora, nesse avançado da hora, todas as coisas num desfile mental e desigual. Todas as pessoas rumorejam-se dentro de mim ... Meu coração rendez-vous de todas as lembranças. Um coração à margem, prólogo, índice, incerto, apenas um bilhete de entrada para o desconhecido.
Preciso agora de uma paz que não tenho, e de um amor que não conheço. É necessário um momento limpo para que eu possa repousar de vez nesta sala vazia, de uma febre imensa que me angustie e me faça espumar nessa imensidão que não cabe no meu lenço. A vida me dói agora e mordo os lábios para não gritar. Estou degenerando os meus sentidos. A alma não tem arquivos, e a minha vida foi apenas uma metáfora com valor declarado, uma metáfora de coisas fúteis, uma paisagem da cidade num ponto distante e imperceptível. De todas as portas que abri, de todas as infelicidades pelas quais passei, as impossibilidades de exprimir meus sentimentos, nada se compara a esta fatídica hora: sim, enfim, eu sou a remetente e a destinatária da minha própria sorte. Sou um diário de palavras gastas... E a vida pesa de repente. Faz frio e a vida me pesa nos ombros neste momento. Não quero mais virar a esquina todos os dias, subordinando-me aos senão da vida.
Por favor, não tome nota de nada que escrevi, nem finja que está com pena de um ser tão sofrido e medíocre. Sou apenas alguém que passa, sem que você perceba; um vulto que está ao seu lado por acaso. Sou alguém num tempo qualquer que já foi. Quero silêncio! Preciso partir para a minha viagem. Não gosto de barulho e não quero que o sino toque. Todas as horas são minhas agora. Passo a ser a dona do tempo.

sábado, 8 de maio de 2010


Minha pequena

Mãe te agradeço por tudo, por ter segurado minha mão nas horas que precisei, por está sempre do meu lado mesmo quando estava errada, por cada minuto da sua atenção, por nossas briguinhas também ta, não posso esquecer de nada. Muito obrigada por me entender, por não julgar, por ter me apoiado quando mais precisei e por nunca virar as costa pra mim!
Cada vitoria você esteve do meu lado, cada momento de minha vida você esteve comigo, sinto saudades de tudo, mais é assim “ Os saem de casa e vão fazer sua vida, mas nunca deixam de ser crianças”.
Agradeço a Deus por ter a mãe mas perfeita do mundo, é assim que você é pra mim Mãe te amo.

Para Sempre
Por que Deus permite
que as mães vão-se embora?
Mãe não tem limite,
é tempo sem hora,
luz que não apaga
quando sopra o vento
e chuva desaba,
veludo escondido
na pele enrugada,
água pura, ar puro,
puro pensamento.
Morrer acontece
com o que é breve e passa
sem deixar vestígio.
Mãe, na sua graça,
é eternidade.
Por que Deus se lembra
- mistério profundo -
de tirá-la um dia?
Fosse eu Rei do Mundo,
baixava uma lei:
Mãe não morre nunca,
mãe ficará sempre
junto de seu filho
e ele, velho embora,
será pequenino
feito grão de milho.

quinta-feira, 6 de maio de 2010


Talvez não tenha tanta força como antes, mas vou te esperar até que a última folhinha caía sobre mim. Mesmo assim ainda irei procurar forças, pra mais um pouco de você.
Que não seja só de espera minha vida, mais de algo bom também!
Ps: Te amo

sexta-feira, 30 de abril de 2010


Sem muitos planos, vamos a aderiva
Não me deixe navegar sozinha, esse barco fica tão grande sem você. Eu não preciso de uma tripulação não, só preciso da sua companhia. Junto a tranqüilidade do mar podemos navegar, admirar as onda, os cardumes que vão passando... Podemos encontra um lugar só nosso, vamos encontra um lugar para fazer nossa própria história.
Não te prometo um final feliz, mais sim te fazer feliz cada minuto de nossas vidas!
No barco do amor
Um casal se ama loucamente
Entre lençóis de seda
Perfumes(dos corpos)
E velas acesas.

Bom fim de semana!

quinta-feira, 29 de abril de 2010



Quando sentires a saudade retroar
Fecha os teus olhos e verás o meu sorriso.
E ternamente te direi a sussurrar:
O nosso amor a cada instante está mais vivo!
Quem sabe ainda vibrará em teus ouvidos
Uma voz macia a recitar muitos poemas...
E a te expressar que este amor em nós ungindo
Suportará toda distância sem problemas...
Quiçá, teus lábios sentirão um beijo leve
Como uma pluma a flutuar por sobre a neve,
Como uma gota de orvalho indo ao chão.
Lembrar-te-ás toda ternura que expressamos,
Sempre que juntos, a emoção que partilhamos...
Nem a distância apaga a chama da paixão.

(Guimarães Rosa)


Toy e Silo, dois pingüins nativos da Antártida, se encontraram, em 1998, num tanque do zoológico Central Park, em Nova York. Tão logo se viram, começaram a se exibir um para o outro. Primeiro se empoleiraram numas pedras, de onde mergulhavam na água. Depois se aproximaram, enroscaram os pescoços, emitiram grunhidos e acasalaram. Por fim, construíram um ninho e, juntos, esperaram pelo ovo que nunca viria: afinal, ambos são machos.

O zelador do zoológico, Robert Gramzay, assistiu a tudo com curiosidade. E resolveu ajudar a dupla, roubando um ovo de um verdadeiro casal de pingüins heterossexual, que não estava conseguindo chocá-lo. Gramzay o colocou no ninho de Toy e Silo, que se alternaram na tarefa de aquecer a futura cria debaixo de seus ventres gordos, até que depois de 34 dias, o filhote rompeu a casca e enxergou pela primeira vez o mundo. Era uma fêmea cinza e penugenta, que recebeu aconchego e alimento com a mesma dedicação observada em duplas formadas por machos e fêmeas.

Os pesquisadores estão descobrindo que este tipo de casal, constituído por indivíduos do mesmo sexo, é surpreendentemente comum no reino animal. Roy e Silo pertencem a uma das cerca de 1.500 espécies de animais já observadas, em que há evidências de homossexualidade, seja no ambiente selvagem, seja em cativeiro. Alguns estudos indicam ainda que essas relações podem acontecer tanto entre machos, como entre fêmeas, jovens e idosos, espécies de hábitos solitários ou sociais, e em todos os níveis da escala evolutiva animal: de insetos a mamíferos.

Mas, ao contrário do que fazemos em relação às pessoas, não podemos dizer com certeza que esses bichos são gays, pois um animal que participa de uma prática homossexual não necessariamente evita relações heterossexuais. Tudo indica, aliás, que relações entre indivíduos do mesmo sexo sejam algo esperado na vida em sociedade de várias espécies, embora não haja sujeitos estritamente gays. Muitos deles poderiam ser classificados, portanto, como bissexuais. “Para os animais não existe identidade sexual. Eles só se importam com o sexo”, diz o sociólogo Eric Anderson da Universidade de Bath, Reino Unido.

O estudo das relações homossexuais em diversas espécies pode elucidar as origens evolutivas desse comportamento. Pesquisadores estão revelando, por exemplo, que os indivíduos podem se unir a outros do mesmo sexo para dissipar tensões sociais, proteger seus filhotes, manter a fertilidade quando parceiros do sexo oposto são escassos – ou simplesmente porque é divertido. Essas observações sugerem, para alguns, que a bissexualidade é natural entre animais e, possivelmente também para o Homo sapiens. “As categorias gay e heterossexual são construídas social e culturalmente pelos seres humanos”.

Obs: Um post especial Pinguim (L)

terça-feira, 27 de abril de 2010



Entra ! Que por uma louca razão
deixei a porta aberta.
Entra sem falar nada, só entra.
Vem! Te convido a entrar na minha boca,
a beijar meus seios, a tocar o meu corpo.
Tua mão, minha mão, descobre onde pode,
onde vibra, onde excita, onde arde.
Sopra! Levanta os meus cabelos,
sente o meu cheiro, morde o meu pescoço.
Tua pele, minha pele, o atrito, o lugar mais extremo,
energético, magnética atração.
Fala tudo que eu quero ouvir.
Constrói encontros.
Descobre a talhos e marca.
Marca com força, marca suave,
Marca gemendo.
E quando for embora, não esquece.
Eu estou em você e você entrou em mim.
By :Renata Arruda